terça-feira, 14 de junho de 2011

"Guia de Facebook para Jovens"




Está disponível, no centro de recursos do SeguraNet, o "Guia de Facebook para Jovens". Neste documento, os mais jovens podem encontrar informação útil relativa a esta rede social e, principalmente, alguns conselhos que permitem utilizá-la com um maior grau de segurança.
Está também disponível uma versão “Guia de Facebook para Pais e Educadores”, que alerta para os possíveis perigos associados ao uso do Facebook e sugere algumas medidas para reduzir os riscos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A Escola e a Mediação de Conflitos




Há uns anos a esta parte a violência entre os alunos tem sido uma realidade presente nas escolas. É de facto um fenómeno que tem preocupado a comunidade educativa e ao qual as escolas têm tido dificuldade em dar respostas mais adequadas e inovadoras do que recorrer unicamente a processos sancionatórios.
Um programa de mediação de conflitos em contexto escolar é uma forma inovadora de promover uma Educação para a Paz e para a Cidadania na comunidade escolar e na Sociedade.
A resolução de conflitos, através da mediação, é uma prática de intervenção que acredita na resolução de conflitos de uma forma pacífica e cooperante entre duas partes, baseando-se num conjunto de técnicas de comunicação e pensamento criativo, para que as partes envolvidas resolvam as suas diferenças relativas a necessidades e interesses e construam, por si só, soluções aceitáveis por ambas.
Este tipo de projectos, que tem como finalidade a promoção de competências sociais, exige muita qualidade nos processos, persistência na sua continuidade, avaliação e reflexão com os intervenientes sobre as soluções e/ou vantagens alcançadas.
Abordar as disputas escolares através da mediação origina um contexto onde o conflito é encarado como natural e gerador de algo positivo, que permite protagonismo aos intervenientes, estimulando valores de solidariedade, tolerância e igualdade.
A escola pode encontrar na mediação uma abordagem para a transformação criativa dos conflitos, aceitando aproveitá-los como uma oportunidade de crescimento e de mudança, um potencial educativo e de formação pessoal para a resolução dos problemas da vida actuais e futuros.

Bullying na Escola




A bibliografia disponível demonstrou que os estudos sobre esta problemática”Bullying” se sucederam na década de 70 realizados pelo Professor Dan Olwens, na Universidade de Bergen, na Noruega. O objectivo de estudo foi debruçar-se sobre os problemas do agressor e da vítima em contexto escolar e não no interesse por parte das diversas instituições, pois só suscitou atenção por parte destas na década de 80.
Olwens definiu o conceito de bullying:” um aluno está a ser provocado, vitimado quando ele/ela está exposto, repetidamente e ao longo do tempo de uma forma sistemática e continuada a acções negativas por parte de uma ou mais pessoas” Considera-se uma acção negativa quando alguém intencionalmente causa danos ou mal-estar a outra pessoa (Olwens, 1994).
O Bullying, é um acto de violência física e psicológica, a agressão pode ser explícita e directa e traduz-se em situações de:
· Roubo;
· Destruição dos pertences;
· Insultos;
· Motivo de piadas;
· Humilhação;
· Agressão;
· Induzir na vítima sentimentos de inferioridade.

Pode também assumir formas mais subtis que vão desde da maledicência à rejeição ou ostracismo (acontece mais no grupo feminino).

À prevalência e ao aumento do Bullying nas escolas estão inerentes diversas dificuldades:
- Ocultações por parte dos colegas, que vêem as agressões mas têm medo de as denunciar pois podem ser a próxima vítima;
- Desconhecimento ou indiferença por parte dos professores, porque muitas vezes o docente preocupa-se mais com o Bullying do que com as vítimas;
- Ocultação por parte dos pais;
- Dificuldade no reconhecimento do fenómeno, no âmbito cultural e de natureza epistémica/ heurística.

Perfil da Vítima/ Agressor

As vítimas são normalmente indivíduos com fraca força física, que podem ter problemas de coordenação e/ou inaptidão para as actividades desportivas, isolando-se nos momentos de recreio. Podem ser ainda pessoas frágeis, inseguras e com baixo nível de tolerância à dor. Não retaliam, sendo alvos acessíveis para os agressores, fáceis de manipular por terem dificuldades em se integrarem num grupo e fazer amizades, são frequentemente jovens com baixo nível de atratividade devido ao uso de óculos, terem excesso ou escassez de peso e de baixa estatura.

Já os agressores têm um elevado nível de energia, robustez física e elevada tolerância à dor. São agressivos para com os pares, mas possuem maior popularidade e evidenciam capacidade de liderança.

Ao nível familiar a vítima é super protegida, enquanto os agressores tem um baixo nível de supervisão por parte dos pais, com controlo disciplinar inconsistente e/ou demasiado repressivo, incentivando os filhos ao uso da força na escola.
Os agressores não se intimidam perante as figuras de autoridade, por sua vez, as vítimas isolam-se e as consequências podem ser diversas tanto ao nível psicossomático (ansiedade, vómitos, dores de estômago, desmaio), como ao nível académico (reconhecer os meninos institucionalizados através das vestes), e ao nível social (pessoas de baixos recursos financeiros).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pessoas Tóxicas



Este livro é um importante para melhorar as relações humanas, na vida pessoal e profissional. "O mundo do trabalho está cheio de pessoas tóxicas, sejam elas do tipo rolo compressor, boca fechada, traidor, sabichão, carente ou lamúrias. A vida é demasiado curta para permitirmos que as pessoas difíceis nos enlouqueçam no nosso local de trabalho. Se quer descontaminar estas pessoas tóxicas, este guia mostrar-lhe-á como fazê-lo, antes que elas lhe suguem a vida. Um livro acessível e muito bem-humorado, que lhe facultará as ferramentas de que necessita para lidar com essas pessoas. Pare de duvidar das suas capacidades e sanidade. Não as deixe ganhar! Pelo contrário, use as técnicas de sobrevivência aqui referidas para transformar situações terríveis com pessoas tóxicas em dias de trabalho aceitáveis — sem recorrer a tácticas hostis ou agressivas."
Pessoas Tóxicas de Marsha Petrie Sue

terça-feira, 31 de maio de 2011

Internet Segura - Lançamento da Linha Ajuda

A partir de 1 de Junho, vai estar disponível ao público o serviço Linha Ajuda, facultado pelo Centro Internet Segura com o propósito de prestar atendimento telefónico e online a jovens, professores, pais e encarregados de educação em matérias relacionadas com a segurança na Internet.

São três as modalidades de contacto para obtenção da informação através da Linha Ajuda: ligação telefónica, e-mail e site.

A Linha Ajuda pretende completar os serviços já prestados pelo Centro Internet Segura, nomeadamente a produção e disponibilização de informação sobre a temática da Internet segura para a comunidade escolar (Seguranet) e para a população em geral (Internet Segura) e a Linha Alerta.

O serviço da Linha Ajuda abrange temáticas como a segurança no computador pessoal; a navegação inteligente/crítica; a produção e disseminação de conteúdos; e os direitos de autor. Compreende, ainda, todos os assuntos relativos à utilização segura das tecnologias em linha, incluindo problemas relacionais no seio familiar ou entre pares, bullying e exploração imprópria e indigna das crianças e jovens. E está também preparado para encaminhar para as entidades competentes situações que aparentem ser gravosas.

Para mais informações, consultar o sítio InternetSegura.pt - Lançamento da Linha Ajuda.

Escola e Cyberbulling


“Bullying” é o termo que define actos de violência física ou psicológica, intencional e repetida, de um indivíduo ou grupo para intimidar ou agredir outro(s) em ambiente escolar. Com o crescimento das redes sociais surge um fenómeno, que não é novo, a violência entre pares usando as TIC. Graças ao suporte que usa, principalmente a internet e o telemóvel, é também conhecido por cyberbullying.
São cada vez mais os casos de violência virtual. Estes, não envolvendo violência física, podem ser mais devastadores, pois alcança audiências mais vastas e viola moral e emocionalmente as vítimas, repercutindo-se na sua vida pessoal, familiar e profissional.
Há ainda os casos de divulgação de actos fisicamente violentos, que são bullying e se tornam cyberbullying graças à sua divulgação virtual. O cyberbullying supõe o uso e difusão de conteúdos informação difamatória, em formato electrónico, como o correio electrónico, redes sociais, mensagens (texto e multimédia), publicação de vídeos e fotografias em plataformas electrónicas, de um indivíduo ou grupo que se pretende, deliberadamente, e de forma repetitiva causar mau estar noutro. (Belsey, 2005)
O Cyberbullying permite ainda o anonimato de quem o pratica.
A proposta de lei para o crime escolar pretende responsabilizar aqueles que coagem, violentam os outros. Independentemente desta lei, o espaço escolar deve efectivamente responsabilizar estes alunos por forma a que compreendam a dimensão dos seus actos e repercussão nos outros, devendo passar pela implementação de medidas que lhes permitam ainda a sua modificação. Treino de competências sociais, assertividade, gestão da agressividade devem ser contempladas.
O "Estatuto do Aluno dos Ensinos Básicos e Secundário" já responsabiliza os infractores. (Ver
Lei n.º 39/2010, de 2 de Setembro. Segunda alteração ao Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico
e Secundário, aprovado pela Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro, e alterado pela Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro.