quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bullying na Escola




A bibliografia disponível demonstrou que os estudos sobre esta problemática”Bullying” se sucederam na década de 70 realizados pelo Professor Dan Olwens, na Universidade de Bergen, na Noruega. O objectivo de estudo foi debruçar-se sobre os problemas do agressor e da vítima em contexto escolar e não no interesse por parte das diversas instituições, pois só suscitou atenção por parte destas na década de 80.
Olwens definiu o conceito de bullying:” um aluno está a ser provocado, vitimado quando ele/ela está exposto, repetidamente e ao longo do tempo de uma forma sistemática e continuada a acções negativas por parte de uma ou mais pessoas” Considera-se uma acção negativa quando alguém intencionalmente causa danos ou mal-estar a outra pessoa (Olwens, 1994).
O Bullying, é um acto de violência física e psicológica, a agressão pode ser explícita e directa e traduz-se em situações de:
· Roubo;
· Destruição dos pertences;
· Insultos;
· Motivo de piadas;
· Humilhação;
· Agressão;
· Induzir na vítima sentimentos de inferioridade.

Pode também assumir formas mais subtis que vão desde da maledicência à rejeição ou ostracismo (acontece mais no grupo feminino).

À prevalência e ao aumento do Bullying nas escolas estão inerentes diversas dificuldades:
- Ocultações por parte dos colegas, que vêem as agressões mas têm medo de as denunciar pois podem ser a próxima vítima;
- Desconhecimento ou indiferença por parte dos professores, porque muitas vezes o docente preocupa-se mais com o Bullying do que com as vítimas;
- Ocultação por parte dos pais;
- Dificuldade no reconhecimento do fenómeno, no âmbito cultural e de natureza epistémica/ heurística.

Perfil da Vítima/ Agressor

As vítimas são normalmente indivíduos com fraca força física, que podem ter problemas de coordenação e/ou inaptidão para as actividades desportivas, isolando-se nos momentos de recreio. Podem ser ainda pessoas frágeis, inseguras e com baixo nível de tolerância à dor. Não retaliam, sendo alvos acessíveis para os agressores, fáceis de manipular por terem dificuldades em se integrarem num grupo e fazer amizades, são frequentemente jovens com baixo nível de atratividade devido ao uso de óculos, terem excesso ou escassez de peso e de baixa estatura.

Já os agressores têm um elevado nível de energia, robustez física e elevada tolerância à dor. São agressivos para com os pares, mas possuem maior popularidade e evidenciam capacidade de liderança.

Ao nível familiar a vítima é super protegida, enquanto os agressores tem um baixo nível de supervisão por parte dos pais, com controlo disciplinar inconsistente e/ou demasiado repressivo, incentivando os filhos ao uso da força na escola.
Os agressores não se intimidam perante as figuras de autoridade, por sua vez, as vítimas isolam-se e as consequências podem ser diversas tanto ao nível psicossomático (ansiedade, vómitos, dores de estômago, desmaio), como ao nível académico (reconhecer os meninos institucionalizados através das vestes), e ao nível social (pessoas de baixos recursos financeiros).

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